"A Mulher à Janela" de A. J. Finn (Opinião)

Como cinéfila que sou, aprecio os grandes clássicos de Hollywood, com os filmes de Hitchcock a encimar a lista, ou não fosse eu igualmente fã de thrillers. Portanto, assim que vi o título deste livro a minha memória saltou logo para o filme "A Janela Indiscreta" com o James Stuart e a Grace Kelly. (Não sei se viram, mas se não viram, têm de ver!)

E pelo que percebi ao ler este livro, A.J. Finn é igualmente um fã desses filmes clássicos, já que os referencia constantemente. Essa foi sem dúvida uma das mais valias deste livro: a forma como o autor introduziu cenas dos filmes na história. A personagem principal passa o tempo a ver esses filmes e os mesmos chegam a influenciar o seu pensamento, e claro, a baralhar por completo o leitor. Só sei que fiquei com vontade de ver e rever os filmes mencionados. :)

Bem, apesar de toda a influência "negra" de Hitchcock, "A Mulher À Janela" é um thriller moderno, também negro, mas à sua maneira.  

Ana Fox, a personagem principal está fechada em casa há 10 meses, sofrendo de agorafobia, para além de outras condições algo psicóticas, que não sabemos se relacionadas com um determinado evento no passado, ou se com a mistura de medicação e bebidas alcoólicas que ela não se coíbe de ingerir. No entanto, e apesar de a vermos (des)governar a sua vida como um carro sem travões desfiladeiro abaixo, ela é uma mulher inteligente, que tem consciência dos seus atos e não arranja desculpa para os mesmos. É quase como se ela estivesse deliberadamente a querer destruir-se.

Uma vez que Anna não sai de casa, tem pouco com que se entreter. Vê filmes, tem uma vida online mais ou menos ativa, e bisbilhota a vida dos vizinhos através das suas janelas. E é aí que surge o problema. Um dia ela vê, ou acha que vê, acontecer um crime - a mulher do vizinho a ser morta, embora não tenha visto o assassino. A partir daí as cenas sucedem-se em catadupa e a tensão vai subindo à medida que são envolvidos outros personagens e a dúvida aumenta. Será que aconteceu mesmo?

Gostei da forma como o livro está escrito. Apesar de achar que tem algumas páginas a mais (a 1/3 do livro a ação a modos que fica a marinar), pareceu-me que o autor conseguiu escrever um bom thriller negro, com inspiração Hitchcockiana. Confesso que fiquei surpreendida com o final. Não estava mesmo nada à espera...

Recomendo. Se querem ser surpreendidos, mas tentar à mesma descobrir o que aconteceu, vale a pena lerem este livro. 

Para mais informações, incluindo o um vídeo do autor a falar sobre o livro, convido-vos a visitar a página do mesmo no site da Editorial Presença.

Em destaque: "Uma Mãe Perfeita" de Aimee Molloy

Sinopse:
Quatro amigas encontram-se num jardim em Brooklyn, Nova Iorque. São mães há pouco tempo e debatem-se com as exigências das suas novas vidas. Colette é escritora e sonha em dedicar mais tempo à família. Nell é especialista em cibersegurança e quer fugir a um passado sombrio. Francie pretende ser mãe a tempo inteiro e, assim, expiar segredos antigos. E Winnie, atriz famosa…

Winnie quer apenas o filho de volta.

É que alguém aproveitou a única noite em que as amigas saíram sem as crianças para raptar o pequeno Midas. E agora que a investigação policial parece ter chegado a um impasse, Nell, Colette e Francie unem-se, determinadas a encontrá-lo… mesmo que tenham de agir a coberto das sombras. 

Colette está a escrever um livro que lhe dá acesso a ficheiros policiais confidenciais.
Nell utiliza os seus dons de hacker para invadir sites privados.
Francie assiste a um talk-show sensacionalista que ninguém admite ver mas que segue obsessivamente o caso e transforma o rumo das vidas de todas.
E há ainda um pai. Um enigmático e afetuoso pai…


Sobre a autora:
Aimee Molloy é autora de vários livros, mas Uma Mãe Perfeita é o seu primeiro romance. 
O seu sucesso, porém, foi tanto que já se encontra traduzido para 15 línguas e tem a adaptação ao cinema em curso, contando com a atriz Kerry Washington no principal papel. 
Aimee vive atualmente em Brooklyn com o marido e as filhas.

"A Rapariga Que Lia no Metro" de Christine Féret-Fleury (Opinião)

Livros que falam de livros e leitores são a minha perdição. Não deixo escapar nenhum! Por essa razão, este “A Rapariga Que Lia no Metro” também teve de vir parar cá a casa.

Para começar, adoro o título. É a premissa de uma boa aventura livresca, embora a história depois fuja um pouco à ideia inicial. E a capa? Simples e cativante, não acham?
Boa aposta, Porto Editora! 😉

Bem, assim que as palavras começam a povoar a primeira página do capítulo I, fiquei imediatamente fisgada.

Juliette é uma jovem que apanha todos os dias o mesmo metro rumo ao emprego. Ela tem o adorável vício de bisbilhotar os livros que os outros passageiros vão a ler – quem não o fez que atire o primeiro livro! lol. Gosta de imaginar as suas vidas, ricas e preenchidas, bem diferentes da sua, que nada tem de especial. Juliette trabalha numa agência imobiliária e os dias são todos iguais.
Um dia, por acaso, ela muda de trajeto e aí a sua vida vai mudar radicalmente.

Deparamo-nos então com uma bela história, a roçar o fantástico, com imensas referências literárias que enriquece de sobremaneira a narrativa. Para além de falar sobre livros de uma forma generalista, também especifica alguns que, obviamente, aquecem o coração de qualquer leitor. O primeiro a saltar-me à vista foi um livro que adorei “Rebecca” de Daphne Du Maurier, cujo destino do exemplar que cai nas mãos de Juliette é bem interessante.

O texto, escrito com uma fluidez e meiguice inesperadas, é delicioso:

«Juliette deu mais três passos e estendeu o braço, roçando as folhas curvadas pela humidade. Com a ponta da língua humedeceu o lábio superior. Ver um livro entalado entre dois painéis de metal provocava-lhe um sofrimento que era quase superior ao de afogar uma aranha. Suavemente, encostou o ombro a um dos batentes e empurrou; o volume deslizou um pouco mais para baixo. Apanhou-o e, mantendo-se encostada à porta, abriu-o e aproximou-o do rosto.

Sempre gostara de cheirar os livros, de os farejar, sobretudo quando os comprava em segunda mão – os livros novos também tinham odores diferentes consoante o papel e a cola utilizados, mas ficavam mudos em relação às mãos que os haviam segurado, às casas que os haviam abrigado; ainda não tinham história, uma história bem diferente daquela que contavam, uma história paralela, difusa, secreta. Alguns cheiravam a mofo, outros guardavam entre as suas páginas vestígios tenazes de caril, de chá ou de pétalas secas; manchas de manteiga sujavam por vezes a sequência; uma erva comprida, que desempenhara o papel de marcador durante toda uma tarde de verão, desfazia-se em pó; frases sublinhadas ou anotações à margem reconstituíam, em pontilhado, uma espécie de diário íntimo, um esboço de biografia, por vezes o testemunho de uma indignação, de uma rotura.

Aquele cheirava a rua – uma mistura de ferrugem e fumo, de guano, de pneus queimados. Mas também, e isso era espantoso, a menta. Alguns caules destacaram-se do vinco, caíram sem ruído e o perfume tornou-se mais intenso.»

É sem dúvida uma pequena pérola para os amantes dos livros. Não concordam?

Resultado do Passatempo de Maio "Uma Herança de Amor"

E não há como começar a semana a oferecer livros! :) Mais um passatempo terminou ontem, e aqui fica o resultado do mesmo. Com o gentil apoio da Marcador, a quem muito agradecemos, tínhamos para oferecer um exemplar do livro "Uma Herança de Amor" de Cristina Campos. 

Antes de mais, deixo-vos as respostas corretas às perguntas colocadas:

Quem são as protagonistas principais desta história? Anna e Marina.
O que herdaram elas de Maria Dolores? Um moinho com uma padaria
A profissão principal da autora, Cristina Campos, centra-se em que setor? No setor cinematográfico.

E a vencedora, escolhida aleatoriamente de entre os 194 participantes considerados válidos é:

Maria dos Anjos Nascimento
de Parede

Muitos parabéns! Irás receber o livrinho na morada fornecida. Boas leituras!!

Resultado do Passatempo Especial "A Sociedade Literária da Tarte de Casca de Batata"

A para começar bem a semana, revelo o nome do feliz contemplado deste passatempo que foi levado a cabo com o gentil apoio da Suma de Letras. :)

Aqui ficam as respostas corretas às perguntas efetuadas:
Qual o nome e profissão da protagonista principal desta história? Juliet Ashton e é escritora.
Onde se localiza Guernsey? É uma ilha no Canal da Mancha.
Sobre as autoras, qual o seu parentesco? Tia e sobrinha.

Foi então selecionada, de entre os 188 participantes considerados válidos, a seguinte vencedora:

Liliana Andreia Gama Carvalho
de Leiria

Parabéns! Espero que gostes tanto deste livro como eu gostei. :)

"Simples e Saudável" de Joana Moura (opinião)

Pode não parecer, mas a refeição na foto é Esparguete à Bolonhesa, sendo que o esparguete foi substituído por curgete espiralizada. Absolutamente delicioso, garanto-vos!

Esta e outras receitas com alternativas mais saudáveis, é o que podemos encontrar no novo livro de Joana Moura. Simples e Saudável está cheio de maravilhosas receitas que abrangem pequenos almoços, almoços, jantares, snacks, bebidas, molhos e ideias para dias de festa. Tudo com base em alimentos frescos, simples e naturais. Nada de alimentos processados, farinhas refinadas, adoçantes artificiais e gorduras processadas.

Para além disso, Joana Moura ajuda-nos a organizar a despensa e a fazer as compras. Não há como enganar. Para mudar o tipo de alimentação que fazemos, esta é mesmo uma grande ajuda.

Nesta segunda foto mostro-vos o exemplo de uma entrada que fizemos lá em casa... simples, simples, inspirada nas várias receitas da Joana: base de curgete com queijo parmesão, recheio de cogumelos, bacon e parmesão. Que tal? ;)

Abri-vos o apetite? Pois então preparem-se, pois o livro está mesmo uma "delícia". A organização, as fotos, as receitas, as listas e as dicas... um espectáculo!
Recomendo.



Podem começar a ler as primeiras páginas aqui.
Este é um livro publicado pela Manuscrito, uma das chancelas da Editorial Presença. Para mais informações visitem a página do livro, aqui.


Guernsey - A Sociedade Literária da Tarde de Casca de Batata (o filme)


Ontem tive o prazer de assistir à ante estreia do filme "Guernsey - A Sociedade Literária da Tarde de Casca de Batata", cujo livro adorei.

Escusado será dizer que tentei manter-me imparcial e ver o filme como um filme e não fazer grandes comparações com o livro, pois aí já sei que o filme perde sempre, não é? Acho que consegui, pois apreciei-o realmente.

Adorei a escolha para atriz principal. Lily James é muito expressiva e encarnou na perfeição o papel de Juliet Ashton. As paisagens são de tirar o fôlego e a forma como está filmado só me deu vontade de saltar para dentro de um barco e remar até à Ilha de Guernsey. Adorei a realização, como não podia deixar de ser, ou não fosse o realizador o inglês Mike Newell. E o guarda roupa?... Os cenários de Londres no pós guerra... absolutamente fantástico. Adorei.

Resumindo, é um filme que recomendo, mesmo para quem ainda não leu o livro. Eu, confesso, fiquei cheia de vontade de o reler agora que tenho a ilha bem presente na minha mente.

Deixo-vos o trailer. :) Enjoy.



P.S. O meu obrigada à NOS pelo gentil convite. 

Em destaque: "A Mulher à Janela" de A. J. Finn

Sinopse:
Anna Fox não sai à rua há dez meses, um longo período em que ela vagueou pelos quartos da sua velha casa em Nova Iorque como se fosse um fantasma, perdida nas suas memórias e aterrorizada só de pensar em sair à rua. A ligação de Anna ao mundo real é uma janela, junto à qual passa os dias a observar os vizinhos.

Quando os Russells se mudam para a casa em frente, Anna sente-se desde logo atraída por eles - uma família perfeita de três pessoas que a fazem recordar-se da vida que já teve. Mas um dia, um grito quebra o silêncio e Anna, da sua janela, testemunha algo que ninguém deveria ter visto e terá de fazer tudo para encobrir o que presenciou. Mas mesmo que decida falar, irá alguém acreditar nela? E poderá Anna acreditar em si própria?

A Mulher à Janela é um thriller eletrizante onde nada nem ninguém é o que parece. A adaptação ao cinema está a ser produzida pela FOX.

Citações da Imprensa:

«Espantoso. Entusiasmante. Fantástico. A.J. Finn criou um romance noir para o novo milénio.» | Gillian Flynn

«Uma história de amor, perda e loucura muito bem escrita e com uma trama brilhante.» | Washington Post

«É um livro que dificilmente se consegue pousar.» | Chicago Tribune

«A cada virar de página, sob tensão permanente, e à medida que vamos excluindo as hipóteses que arriscámos sobre o passado de Anna, um novo pesadelo surge diante de nós.» | Kirkus Review

Sobre o autor:
A.J. Finn é o pseudónimo de Daniel Mallory. Possui uma licenciatura pela Universidade de Oxford e tem colaborado como crítico literário em publicações como o Los Angeles Times, The Washington Post e The Times Literary Suplemment. Natural de Nova Iorque onde reside atualmente, viveu em Londres durante dez anos. O seu livro de estreia, A Mulher à Janela, foi já vendido para 38 países e está a ser adaptado ao cinema pela Fox.

Este livro traumatizou-me! Mas estou à espera do segundo. ;)

Um livro maravilhoso, cujas personagens me marcaram.

Um livro fora de série! Fenomenal. :)

Um livro magistral! Para mim, o melhor de 2017!

Uma leitura magnífica.

 

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