Em destaque: "A Mulher do Camarote 10" de Ruth Ware

Como encontrar um assassino, se ninguém acredita que houve um crime?
Todos são suspeitos ou não aconteceu nada?

Sinopse:
Uma jornalista faz a cobertura da viagem inaugural de um cruzeiro de luxo. O que parecia uma grande oportunidade profissional revela-se um pesadelo quando ela testemunha um possível crime no camarote ao lado do seu. 
Porém, para sua surpresa, todos os passageiros continuam a bordo. 
Não falta ninguém e ninguém pode sair do navio…


Sobre a autora:
Ruth Ware cresceu em Lewes, em East Sussex. Depois de se formar pela Universidade de Manchester mudou-se para Paris, antes de se estabelecer no norte de Londres. Casada, com dois filhos pequenos, trabalhou como empregada de mesa, livreira, como professora de Inglês de língua estrangeira e assessora de imprensa.O seu thriller de estreia, Numa Floresta Muito Escura, foi um bestseller do Sunday Times e do New York Times Top Vinte.

Sugestões da Semana 26

Esta semana, e uma vez que estamos a começar o período de férias, trago-vos como sugestão um livro que tanto pode ser lido por adultos como por leitores mais jovens.

"A Minha Amiga Flicka" de Mary O'Hara é a história maravilhosa sobre a amizade improvável entre uma égua selvagem e um miúdo de 10 anos.

Podem ler a sinopse aqui.
É uma leitura lindíssima e comovente, esta que vos recomendo. Apesar de ter sido escrito em 1941 é extremamente atual. Um verdadeiro clássico da literatura que não vos vai deixar indiferentes!

Está à venda na Wook por 10,10€ e portes grátis!
Já sei qual vai ser a próxima leitura do meu filhote. ;)

"Escrito na Água" de Paula Hawkins (opinião)

Este novo livro de Paula Hawkins supera, e muito, o anterior.
Sabendo o que me custou deslindar a história no A Rapariga no Comboio, parti para a leitura preparada: de bloco e lápis na mão! À medida que me iam surgindo as personagens, fui criando um registo dos seus nomes e relações umas com as outras. Garanto-vos, resulta mesmo! A história torna-se muito mais fácil de entender, e por mais voltas e reviravoltas que dê o enredo, sabemos sempre em que pé estamos e de quem se fala. É um truque que já utilizei anteriormente, quando lia, por exemplo, Mary Higgins Clark, em que é necessário estar a par de todas as personagens, que normalmente são muitas.

Posto isto, falo-vos desta história com a certeza de que não se desiludirão. Está muitíssimo bem construída e os pilares onde assentam os acontecimentos são extraordinários. A ação desenrola-se na atualidade, numa pequena aldeia em Inglaterra. Beckford é conhecida por ser um local de aparentes suicídios por afogamento. Em tempos idos, o Poço das Afogadas, era palco de algo muito macabro, o afogamento das bruxas, uma prática muito comum na Europa dos séculos XVI e XVII. Se nadassem eram bruxas e depois mortas, se se afogassem, eram inocentes, mas entretanto, também estavam mortas. Não tinham hipótese.

Com base na História, a autora cria uma história fabulosa, deixando no ar a questão: será que os afogamentos atuais têm a ver com os do passado, sendo que as mulheres problemáticas se sentem atraídas para o Poço das Afogadas? Ou será que, como diz o rumores, Beckfors é um local onde se "tratam" das mulheres problemáticas, e tudo não passa de uma desculpa para esconder a verdade?



Todas as personagens têm o seu papel, a sua importância, e não há dúvida que o bloquinho de notas deu mesmo muito jeito. ;) Nenhuma delas é de confiança. Todas têm a sua história, e os seus segredos. A autora separa-as por capítulos, e aos poucos vai-nos apresentando a história de cada uma e a forma como se interligam. Simultaneamente vamos descobrindo os últimos acontecimentos que chocou toda a gente e em que a polícia não sabe cem como classificar. Como em todos os bons livros de mistério e crime, nem tudo o que parece é. E mais não digo.

Foi uma leitura que me prendeu e que não demorei muito a terminar, tal era a ânsia de chegar ao fim e deslindar tudo. Percebo perfeitamente porque vai ser igualmente adaptado para o cinema. E vai ser um assombro de filme que não vou querer perder!

Adorei! Adorei! Adorei!

Em destaque: "A Terceira Mulher" de Lisa Jewell

Um homem. 
Três casamentos.
Uma teia de mentiras.

Sinopse:
Todos temos segredos, e os segredos têm consequências.

Adrian Wolfe tem duas ex-mulheres, cinco filhos e demasiada bagagem.

Mesmo assim, ele e a sua terceira mulher, Maya, vivem em harmonia com a sua extensa família? Até que Maya morre inesperadamente e sem explicação. Um ano depois, as circunstâncias bizarras da sua morte continuam a atormentar Adrian: terá sido mesmo acidente? Ou suicídio? Teria Maya razões para tirar a sua própria vida?

Tentando ultrapassar o luto, Adrian decide investigar e descobre segredos perturbadores que o levam a passar em revista a relação com as ex-mulheres e os filhos. De repente, a frágil bolha de felicidade que envolvia a sua esquizofrénica família rebenta. Nem tudo é o que parece com os Wolfes. E quanto mais defeitos Adrian descobre na sua vida aparentemente perfeita, mais ele se questiona: será que algo ou alguém levou Maya à beira do precipício?
Um romance intenso sobre famílias modernas, que o deixará completamente agarrado aos seus segredos.

Sobre a autora:
Lisa Jewell nasceu a 19 de julho de 1968, em Londres, e é uma popular autora britânica, reconhecida pelos seus romances contemporâneos, que figuram, frequentemente, nas listas de bestsellers.
Em Portugal tem publicados os títulos A Festa de Ralph (ed. Gradiva, 2000) e A Efémera Maravilha (ed. Difel, 2002). A Casa onde Crescemos (2016) foi o seu romance de estreia na Topseller.
Vive em Londres com o marido, Jascha, as filhas, Amelie Mae e Evie Scarlett, e com dois gatos, Jack e Milly.

Em destaque: "Estou a Ver-te" de Clare Mackintosh

Da mesma autora de "Deixei-te ir".

Sinopse:
Todas as manhãs, Zoe Walker faz o mesmo caminho para a estação de metro, espera no mesmo lugar da plataforma e escolhe o seu assento preferido na carruagem, sem nunca suspeitar que alguém a observa. 

Durante uma dessas viagens, certo fim de tarde, enquanto lê o jornal local, Zoe vê a sua cara num dos anúncios: uma foto de má qualidade, um número de telefone e a morada de um website: FindTheOne.com (Encontra-a.com).

Nos dias seguintes, as fotografias de outras mulheres começam a aparecer no mesmo anúncio, e Zoe percebe que foram vítimas de crimes extremamente violentos, incluindo homicídio. 

Com a ajuda de uma polícia determinada, Zoe procura saber o que está por trás daquele anúncio perverso, uma descoberta que vai transformar a sua paranoia em pânico total. Alguém anda a seguir todos os seus passos. E Zoe tem a certeza de que alguém próximo de si a escolheu como próximo alvo. 

Um thriller obscuro, claustrofóbico e repleto de volte-faces.



Sobre a autora:
Clare Mackintosh passou doze anos ao serviço da polícia, alguns deles no Departamento de Investigação Criminal do Reino Unido. Deixou a polícia em 2011 para trabalhar como jornalista e consultora de comunicação. É fundadora do Festival Literário de Chipping Norton. 


Agora, escreve a tempo inteiro e vive em Gales, com o marido e três filhos. 


O seu romance de estreia, Deixei-te Ir, tornou-se um bestseller do Sunday Times e do The New York Times, e está publicado em 30 países.

Sugestão da Semana

Nesta semana 25 trago-vos como sugestão, não um livro, mas uma autora.
Dorothy Koomson é uma das minhas autoras favoritas. Tenho acompanhado a sua carreira literária desde o início, e adorei poder acompanhar a sua evolução como escritora nos últimos anos. As suas histórias abordam sempre fortes dilemas familiares, e nos últimos livros a autora acrescentou um twist, um crime ou mistério por resolver.
Recomendo especialmente os abaixo assinalados com *.

- A Filha da Minha Melhor Amiga (My Best Friend'S Girl) *
- Pedaços de Ternura (Marshmallows For Breakfast
- Bons Sonhos, Meu Amor (Goodnight, Beautiful)
- O Amor Está no Ar (The Cupid Effect)
- Um Erro Inocente (The Ice Cream Girls) *
- Amor e Chocolate (Chocolate Run)
- O Outro Amor da Vida Dele (The Woman He Loved Before) *
- A Praia das Pétalas de Rosa (The Rose Petal Beach) 
*
- Os Aromas do Amor (The Flavours of Love) 
*
- Os Muitos Nomes do Amor (That Girl From Nowhere) 
*
- Um Novo Amanhã (When I Was Invisible
*

Para saber um pouco mais sobre esta autora podem espreitar aqui.

E podem aproveitar a promoção da Wook, pois esta é a semana de Dorothy Koomson!



Livros às Quatro

Falar sobre livros, tal como ler, é um vício. Um bom vício, diga-se de passagem. Sempre que me cruzo com alguém que também gosta de ler, a conversa é como as cerejas, cresce, cresce, cresce.
Por isso é que é tão bom quando temos um grupo de pessoas, com quem nos encontramos com uma certa frequência, e mais ou menos sem roteiro, falamos de livros, de autores e de experiências.

O Livros às Quatro, sem pretender ser mais do que é, é isso mesmo, um grupo de leitoras da zona de Cascais / Oeiras, que se encontra uma vez por mês para dar à língua sobre o seu tema favorito, os livros.

No mês de Maio o encontro foi na Quinta de Rana. Estiveram presentes (da esquerda para a direita) a Maria João (do blog A Biblioteca da João), a Ana Melo, eu, a Ana Saragoça, a Cláudia Pacheco (do blog Encruzilhadas Literárias) e a Carla M. Soares (do blog Monster Blues).

Para além dos livros da foto, falámos sobre Sveva Casati Modignani, Joanne Harris, Joel Neto e dos Açores, já que "O Arquipélago" de Joel Neto e o livro "Ilhas de Paixão" de Miriam Hotchkiss, que eu andava a ler nessa altura, tinham como ponto comum essas ilhas. Embora com perspectivas bastante diferentes! lol

Escusado será dizer que vim de lá com uma lista de livros para acrescentar à minha wishlist. ;)

Quem quiser participar é bem vindo. Basta preencher os dois requisitos - adorar ler e ser da nossa zona - pedir para entrar no Grupo do FB Livros às Quatro. :)

"Isabel de Aragão - Entre o Céu e o Inferno" de Isabel Stilwell (Opinião)

Li há relativamente pouco tempo o livro Rainha Santa, de Isabel Machado, e apaixonei-me por Isabel de Aragão. Quando vi que uma outra Isabel (a Stilwell) se dedicara a escrever sobre a mesma Isabel (rainha), achei que não podia perder a oportunidade de conhecer um pouco mais esta Rainha da qual ainda hoje se ouve contar histórias.

Na realidade, se Isabel Machado romantizou Isabel de Aragão, Isabel Stiwell tornou-a mais real. São dois livros que se complementam, no sentido de que nos dão a conhecer esta mulher, neta, filha, esposa, mãe e avó de reis e rainhas ligados à História de Portugal e no fundo à História da Península Ibérica.

A melhor rosa de Aragão, como a chamava o seu avô D. Jaime I, o Conquistador da Casa de Aragão, que a criou desde tenra idade, foi a Rainha consorte de D. Dinis, rei de Portugal. Isabel herdou o seu nome da sua tia materna, Santa Isabel da Hungria, de quem se conta igualmente uma lenda semelhante à do milagre das rosas. De notar que gostei particularmente da forma como Isabel Stilwell conseguiu dar a volta a esta lenda, que conheço desde a primária.

E é verdade que, quem conta um conto, acrescenta um ponto, pois com o passar dos tempos, os milagres desta Rainha tomaram grandes proporções. Ela dedicou, sim, a sua vida a cuidar dos pobres e dos doentes, pois era dotada de um profundo sentimento de justiça e de solidariedade social. Doia-lhe bem fundo na alma os que sofriam e os que padeciam de males como a lepra. No entanto, muitas das curas eram feitas com ervas e mezinhas, de cujo conhecimento havia adquirido junto de um dos mais famosos físicos da época, Arnaldo de Vilanova. Milagre, sim, foi a educação que Isabel recebeu, muito à frente do seu tempo, dotando-a de uma riqueza de conhecimentos muito elevada que lhe permitiu ajudar tantos. 

O título deste livro está muito bem conseguido: Isabel de Aragão, Entre o Céu e o Inferno.
Se na realidade a rainha tentava levar a sua vida praticando o bem, o mal entrava-lhe pela casa a dentro, perseguido-a constantemente com as lutas e problemas familiares, dos quais não conseguia manter-se alheada. Quantas vezes utilizou ela a expressão “Como Caim e Abel”? Quantas vezes se viu forçada a intervir entre marido e filhos, filhos e enteados, irmão e netos? Até ao fim da vida, esse Inferno lhe esteve dedicado. Os confrontos sucediam-se, e muitos deles só não avançaram mais devido à sua intervenção.


Não posso deixar de mencionar Vataça Láscaris, uma princesa da corte bizantina que era sua parente afastada (por via da Isabel da Hungria) e que acompanhou Isabel desde tenra idade e que se tornou na sua maior aliada. É uma personagem fabulosa, com quem muito me identifiquei, sendo que acho que ela própria merecia um livro só seu… mas isso são outras conversas. Neste livro é bem retratada a sua importância junto dos reis de Portugal, mas também junto da corte de Castela, onde viveu enquanto acompanhou D. Constança (filha de Isabel) que desposou D. Fernando IV, e de Aragão, a partir do momento em que subiu ao trono a sua eterna paixão, Jaime II de Aragão (irmão de Isabel). A amizade entre estas duas mulheres nunca esmoreceu, durando até à morte, e os contactos de Vataça, tida por alguns como espia e informadora para os reis de Portugal, contribuiu imenso para a importância de Isabel como conselheira e pacificadora dos reinos da Península Ibérica.

Este é um romance histórico sobre a Rainha Santa Isabel, que segue os acontecimentos históricos com fidelidade, mas que se transforma num relativo vivo sobre os acontecimentos nos reinos Portugal, Aragão e Castela, uma vez que se encontravam entrelaçados por laços familiares. 
Um romance magnífico, como não podia deixar de ser, pela mão de Isabel Stilwell.

Um livro magistral!

Um livro magistral!
Neste livro, Jodi Picoult aborda temas como a raça, o privilégio, o preconceito, a injustiça e a compaixão.

O novo livro de Deborah Smith

Novo Thriller de Paula Hawkins

Uma história maravilhosa!

O livro sensação de 2017!

 

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